Garage Fuzz

Garage Fuzz


Garage Fuzz pela primeira vez aqui na Ideal Shop! É uma honra!!! Vamos lá… Primeiro de tudo como está sendo relançar o primeiro disco de vocês ?

R: Honra nossa! Po está muito tranquilo, esperamos muito tempo para fazer essa parada e tá dando tudo certo. O master, a capa e a edição ficaram como queriamos, está tudo ok! Agora a galera vai poder escutar nosso trampo inicial que ficou tanto tempo fora de catálogo.

No começo de novembro rolou o show de lançamento do disco e vocês tocaram ele na íntegra ao vivo. Havia músicas que vocês não tocavam a mais de 10 anos, como foram os ensaios, foi fácil relembrar as notas?

R: No quarto ensaio já estava mais redondinho hehehe… É engraçado notar a mudança no som da banda na área de execução e composição, porque na época nós eramos bem mais desencanados… Tocar elas ao vivo no Hangar foi bem legal, o público presente estava bem na pegada do lance, deu tudo certo, foi classe a mesmo essa noite.

Ao mesmo tempo em que vocês estão direcionados para o relançamento do “Relax…” estão também compondo músicas novas. O que podemos esperar do novo disco e pra quando ele está previsto?

R: Sim, já estamos compondo material novo e queremos sem duvida lançar nosso novo cd em 2007. Já estamos trabalhando nas letras e nas melodias de voz bem antes da gravação, acredito que vai ter um upgrade no estilo após o Morning Walk.

Estamos na reta final de 2006, como foi esse ano para a banda? Pudemos ver que vocês encararam muito a estrada…

R: Puts ainda bem que tocamos ao vivo bastante, porque é o que mais curtimos fazer! Quanto mais butecão melhor hahhaahaha. Mas foi da hora, foi um bom ano para fazer coisas novas e rever os amigos em várias cidades, foi muito positivo. Em janeiro de 2007 já estamos preparando uma tour com o Sugar Kane e o Rancore!!!! Sei que em 2007 vai ser melhor que 2006!!!

O Hateen, após muitos anos de estrada, está agora cantando em português. O que vocês acharam do resultado? E sei que é a milésima vez vocês vão responder isso, mas nem fudendo mesmo que vocês fariam igual?

R: Eu acho que o Garage mudar para português não vai rolar não. Para a gente não ia funcionar… Claro que acredito que uma infra de gravadora melhor é sempre bem vinda, mas desde que consigamos 100% de liberdade nas escolhas já tamos dentro, mas isso é uma utopia. Com relação ao Hateen eu curto muito os caras e a banda, fiz a capa do CD deles que saiu pela Arsenal e de vez em quando tocamos juntos em algum show ou festival… Os caras tão felizes com a parada, acho que é isso que importa. Não cabe à galera julgar as decisões de cada um… Mas sobre o Garage Fuzz tomar um rumo mais comercial eu não sei o que dizer a respeito, no momento não acho viável.

Farofa, você opta por uma forma de vida vegetariana. Mais alguém da banda também segue isso? E o que você acha da cena straight edge brasileira?

R: Sim, eu sou vegetariano desde 1999. Fiquei pouco mais de um semestre vegan mas não rolou para mim, muito zoado com horários e lugares onde se alimentar. Mas não como carne nem ovos desde 99.
Aprendi muita coisa boa com o movimento s.e., lendo a respeito do movimento em zines e livros. Apesar de não acompanhar a cena atual no mundo, gosto das bandas straight edges atuais aqui no Brasil com a pegada dos anos 80 rapidão e direto, mas já o metal core não me chama a atençao não.

Em paralelo com a banda você segue também com a street-art e trabalhos públicitarios para marcas de skate. Mas a própria street-art brasileira tem digamos que 93% de rappers rs*… Mesmo você também gostando de rap deve sofrer precoceito com seus lambes e trampos em geral… Rola isso mesmo?

R: Sim, rola, mas não com frequência. Rola mais preconceito com relação ao fato do meu trampo não ter um traço de graffiti tradicional sabe, o lance de stickers e posters tem muito mais a ver com rock e design heheheheh eu acredito… Mas eu não ligo para os comentários não, até 2001 eu me preocupava com a opinião da galera, depois de 2001 eu fiz o que curtia e foda-se.

Por que depois de 2001 você não ligou mais para o que falavam?

R: Porque aí foi a transição total para o esquema gráfico digital e posters. Eu parei de sair para pintar com spray e latex e comecei só a ir para os rolês com posters grandes. Levava tipo uns 50 feitos a mão, a Rebecca ainda não tinha nascido, eu trabalhava com internet, ganhava bem, era só alegria: comida, transporte, grana, livros, material bom hahahahah. Aí a partir de 2002 isso mudou um pouco, eu foquei mais no trampo com um conceito mais para o mercado e o que eles não absorviam virava grafico para o Sesper e depois voltava para eles com outra linguagem que eles curtiam, mas mal sabiam que eu já tinha oferecido aquilo para suas respectivas empresas.

E as artes você assina como Sesper, é bem raro mecionar o Garage Fuzz. Por quê?

R: E vice versa hehehe. Eu procuro não misturar muito as idéias, as vezes eu acho que o público do Garage absorve mais fácil os lances de arte do que o público de arte absorve a música e idéias do Garage Fuzz. Mas eu apenas evito mencionar ambos em suas áreas para quem sabe ter mais foco no conteúdo e não virar uma salada, levando em consideração que nem sempre as entrevistas saem na íntegra ou com um conteúdo legal, o que nao é o caso aqui hehehehe que você está passando a mensagem para uma galera que tá por dentro do que está rolando.

Vai sair um video clipe do “The Morning Walk” confere? De qual música?

R: Sim, devemos produzir um clip da faixa “A Mutt Running Nowhere”. Até o começo do ano deve estar pronto, se tudo der certo com nosso orçamento super enxuto 😉

E afinal, que fim deu a Most?

R: Cara, eu e o Flip bancamos aquela parada durante um bom tempo com grana do bolso, depois de um tempo embassou o projeto que a gente tinha com um sócio, aí desencanamos… Mas direto a gente se tromba, e estamos preparamos um plano b para breve 😉

Cara você se comunicava muito com rockeiros renomados rs* nos tempos em que nem se pensava em e-mail. Quem eram esses caras? E você ainda mantém contato eles?

R: Não, muito pouco contato com a galera antiga mesmo. Hoje em dia é mais myspace para manter contato, mas já troquei correspondência com muitas bandas: think twice, downcast, man lifting banner, filthkick, chronical diahorrea, instigators, no lessons no talent, rise above, old fish father eye, negazione, meatfly, ripcord, filthkick, tom lyle do GI’s, vixi tem que abrir ali o baú para lembrar de tudo hehehe. Mas era outra época, onde uma demo tape em fita k7 de 45 minutos valia ouro hehehehe.

E nunca rolou uma proposta nessas cartas convidando o Garage Fuzz para lançamentos ou turnês fora do Brasil?

R: Sim mas sempre foram umas propostas meio difíceis. Estamos estudando a possibilidade de ir no meio de 2007 quem sabe, com um disco novo, com tudo mais bem elaborado.

E o skate ainda faz parte da sua vida? Sei que você coleciona peças e skates antigos… Essa febre de Dogtown te ajudou na caça às peças raras?

R: Sim, ainda ando no esquema locomoção até a padaria todo dia. Variação de ollies e 50 50 até la é o que dá para dar hahahaha. Acho que o lance do Dogtown deu um gás nisso de colecionar também, mas eu me interesso por duas fases: 85-90 e 91-94, essas sao as “Golden Era” para mim. Eu compro e ganho alguns shapes antigos, não é uma vasta coleção hahah, mas tem até alguma coisa que eu fiz, uns 20 decks que eu produzi. Guardo muita revista antiga anos 80 e 90, isso eu tenho aos montes na real hahahahaha.

Você já tem duas filhas, como é para você e sua esposa Alê (ex-Pinups) continuar na vida do rock e ao mesmo tempo ser pais? Rola reunião escolar, como é isso? Rs*

R: Sim, rola direto festinhas em todas as datas comemorativas hahaha, é mó barato a gente sempre participa das gincanas e etc… A Rebecca que tem 5 anos é muito social na escola, nos divertimos muito. Além do que elas são o calmante que precisamos na hora do stress hahahah… É uma responsa né, não pode faltar um monte de coisas para elas, a gente dá um gás legal para manter tudo funcionando e a Alê sempre me deu muita força com o Garage e por isso entende quando eu sumo para fazer shows.

Se você tivesse que cantar em uma banda nacional além do Garage Fuzz qual seria?

R: hehehe pergunta sacana heim!
Vamos lá: Violeta De Outono pela poesia, Noção De Nada pela melodia, e para arrecadar uma verba me lançava em carreira solo tipo Justin Timberlake pagando de Felipe Dylon trintão hahahaha, bem POP escroto mesmo basesinha Quincy Jones haahahahah… não ia querer arrancar a grana da galera pagando de rockeiro malvado ou politicamente antenado hahaha.

Um livro e um disco?

Livro: Pentagon Aliens
Disco: A love supreme – Coltrane

Perguntas rápidas:

Rock: captain beyond
Sesper: antiwork
Santos: bons momentos, calor do caraio e chuva durante dias
Família: equilíbrio
Garage Fuzz: 5 camaradas que curtem um bigsmokingrock
Drogas: não bebo e nao fumo cigarro
2007: harmonia
Skate: santa cruz streets on fire
Quem te influenciou?: gonz, circle jerks, overall e yeah
Melhor coisa da vida é: viver
Ovec: aí eu comecei no rock
Psychic Possessor: aí eu entendi o que era rock

Valeu aí Alexandre Cruz Farofa Sesper, fique a vontade aí, valeu!

Valeu a toda galera que visita o site da Ideal e em especial ao Felipe e a Maria pela paciência comigo por ser tão crazy hehehe
Valeu a força, quem quiser entrar em contato tem myspace, site, blog, fotolog bla bla bla… muito lobo em pele de carneiro keep your eyes open!

www.garagefuzz.com.br

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