• Phone Trio

    Entrevistas 18/07/2007
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    Um trio carioca que se auto define como Pop Punk mas que passa longe da nova safra do rock de bermuda carioca. Vale a pena dar uma lida na entrevista

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    Fala meus amigos do Phone Trio, tudo em ordem? Bom, para quem ainda não conhece esse trio carioca, apresentem-se para a geral.

    O Phone Trio foi formado em 2005 com a proposta de ser uma banda diferente da banda original de cada integrante. Todos nós tocamos instrumentos diferentes nas outras bandas e a idéia do Phone era se divertir tocando musicas de pop punk que gostávamos quando éramos mais novos. Quem comanda a guitarra e as vozes é o Sal. No baixo Mateus e na batera o Hugo.

    O disco novo está quase saindo aí na praça, conte um pouco do que está por vir?

    Bom, o disco tem 7 faixas sendo a primeira uma intro. A segunda faixa, ‘Loves Me So, Loves Me Not’, assim como a quinta, ‘Crystal Clear’ e a sexta, ‘Soundtrack For A 2001 Teenage Romance’; são faixas altamente enérgicas com toda a força do punk rock. No meio tem uma calminha, ‘Fur Eye’ pra quem gosta de power pop; e a já conhecida “Sewers Of This Town” com uma produção melhor. O disco se encerra com ‘Hooker’, que é uma experimentação de Swing com Punk Rock que resultou numa faixa fanfarrona e divertida, repleta de elementos como vocais femininos, samples e metais.

    Eu sei que vocês têm projetos paralelos ao Phone Trio, como vai ficar lidar com a agenda assim que começar a rolar os shows na estrada?

    Isso é uma questão complicada, mas que estamos esperando um pouco para ver como vai ficar após lançar os discos! Por enquanto estamos fazendo alguns shows com o cinedisco, pq o Mateus tbm toca e a parceria está dando certo. A outra banda do Sal, Sinestesia, também está terminando de gravar um EP. Mas como todo mundo na banda também é enrolado com outros projetos, a agenda vai ficar complicada mesmo, e acho difícil que façamos uma tour muito extensiva. Minha outra banda, Skore, está começando a gravar o primeiro disco e em breve vai começar a fazer shows também. Mas enquanto der, vamos conciliando as agendas e fazendo shows por todo o Brasil.

    O disco vai sair via Enemy One Records, conta como pintou essa parceria!

    - O Buchecha do “Foko” apresentou o som pro Taú da Enemy One Records e ele me adicionou no msn, em 3 dias já éramos do selo. O Taú é um cara foda que procura no Phone o que procuramos também. Estamos totalmente afinados quanto a nossos objetivos e ele é uma peça fundamental para alcançarmos isso. E além de chefe é um puta amigo.

    Além do disco, há mais projetos no gatilho??

    Estamos engatilhados em uma série de projetos. Um deles é uma coletânea no estilo da “Faces do Terceiro Mundo” no qual vamos tocar musicas de outras bandas e tal. Estamos também saindo num split chamado “We are not enemies but friends” que sera lançado em breve pela Enemy One Records. Esse split terá 3 musicas inéditas e 1 musica já lançada e terão mais 3 bandas, uma da Alemanha, uma da Itália e uma dos EUA. Esse disco será lançado internacionalmente também. Outro projeto é o lançamento do nosso disco no exterior, já estamos com contatos e em breve divulgaremos essas parcerias!

    E o Phone Trio se encaixa na cena MAJOR que vem rolando no Rio de janairo, como o Darvin e Forfun, ou a tendência vai ser algo mais underground como o Noção de Nada, Deluxe Trio e o próprio Cinedisco?

    O Phone Trio na verdade não surgiu com o pensamento de alcançar uma cena. Começamos a tocar, pois nossas outras bandas faziam um som mais atual, e a gente queria mesmo era resgatar o som que nós ouvíamos quando éramos mais novos. A coisa foi crescendo e agora vamos lançar um EP pela Enemy One Records. Acredito que por cantarmos em inglês não nos encaixamos na cena major. Isso seria uma honra para nós, porém optamos (ao cantar em inglês) para um mercado totalmente underground, mas que hoje em dia tem um espaço muito grande e vantajoso.

    Quais são as influências que predominaram para montar a banda?

    - Green Day, Descendents, Blink 182, The Ataris e Beatles. Essas são sem dúvidas as principais.

    Podemos dizer que lançar um disco hoje é uma dificuldade enorme, tanto pelos baixos números de venda, como pelo mar de mp3 tosco queimando o filme da banda, além de que quase ninguém vê o encarte do disco. São tantos problemas nesse setor que admiro quem de agora em diante tenha a iniciativa de manter isso de forma caprichosa. Qual a dica que vocês dariam para quem ainda quer fazer parte desse mundo?

    - Por experiência própria, eu sei que quem curte uma banda quer ter o disco. Eu baixo disco completo de várias bandas que eu curto, mas se eu gosto do disco e encontro pra vender eu não penso duas vezes. Adoro ficar lendo o encarte, vendo quem produziu, vendo todos os detalhes das letras e o caceta, até os agradecimentos eu leio. Acho que o mp3 não substitui o disco, só chegou pra acrescentar. É uma possibilidade que você tem de ouvir música de graça e se gostar comprar o disco. Com as gravadoras major isso se torna complicado pq quando vc vai comprar o disco, chega na loja e custa R$30,00. No underground isso é um pouco diferente. A pessoa pode comprar o disco com o próprio integrante da banda nos shows. Acho que isso é um diferencial incrível. Além disso, os discos custam por volta de 10, 15 reais, valor que nem se compara com os discos das majors.

    Agora, quanto a baixar música de banda independente eu já acho complicado. Se os caras disponibilizam, beleza. Agora, ripar o disco e botar no soulseek eu acho uma puta falta de respeito, pq ao contrário das bandas majors, eles dependem SIM das vendagens pra pagar o trabalho que estão fazendo. Aí sim entra aquela velha história de apoiar a banda, que eu acho que não se encaixa no caso de bandas major.

    No nosso caso, colocaremos o cd a venda com o menor valor possível! Queremos que nossa música alcance todos e achamos que esse é o primeiro passo para a banda se consolidar no cenário atual.

    A dica é investir numa gravação de qualidade boa, colocar alguma amostra na internet e mandar para os selos. Através disso os contatos vão começar a aparecer e o próximo passo já é fazer um bom acordo com o selo escolhido. Sem duvida o cd ainda é o maior formato de mídia musical e ainda deve ser investido. Com um bom trabalho de divulgação acredito que uma boa vendagem possa ser alcançada.

    A febre emo parece estar com os dias contados, essa moda foi boa ou ruim para o nosso cenário musical?

    - Na verdade eu acho que não mudou muita coisa, a única coisa que mudou é que em vez de bermudão, meia branca alta e camiseta de cor forte, agora a galera veste preto, franja e fica chorando pelos cantos. Por que sinceramente, o que nego chama de Emo hoje não é muito diferente do que a galera do Hardcore melódico ouvia. Emo mesmo é Sunny Day, po. Ouvir nego dizendo que New Found Glory é emo me deixa triste. E Pop Punk por Pop Punk, eu acho bom pra caralho. Acho que no final das contas só serviu pra trazer uma onda de preconceito contra o pop punk por parte de quem não tá por dentro da cena. Isso é triste, pq o Pop Punk já sofria o preconceito dos hardcores e dos punks e agora além de ser chamado de Emo ainda sofre preconceito de quem não faz idéia do que está falando, viu uma matéria no Fantástico e acha que está por dentro. Mas é aquilo, eu prefiro uma cena cheia de emos, com pelo menos 100 cabeças em qualquer showzinho fuleiro, do que a cena que a gente tem aqui no Rio que dá 20, 30 pessoas nos showzinhos underground, com nego desinteressado. Se emos são aqueles que comparecem nos shows, compram os discos e se interessam pelas bandas, por nós com certeza o movimento valeu a pena.

    Perguntas rápidas -

    Rio de Janeiro: Pan; Transito e Praia.

    Phone Trio: Diversão e Correria.

    Amizade: O que faz a vida valer a pena.

    Melhor dia do mundo: Ainda está por vir. Aguardem!

    Se o mundo fosse acabar qual som você colocaria : The Ataris – So Long Astoria

    Emo: Musica foda do Blink 182!

    Valeu aí Phone trio, um grande abraços! Fiquem a vontade aí para mandar um recado!

    A vida é como se fosse um Rally Paris Dakar! Tem momentos bons, ruins, fodas, mais ou menos e etc! Mas o mais importante é aproveitar cada dia como se fosse o ultimo, então… Cerveja todos os dias! Muito rock’n Roll, comprem muitos CDs e nos chamem para fazer shows! Abráááá!

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