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Colligere
Entrevistas 13/08/2007
Jaílson nosso novo colaborador/parceiro entrevistou o Colligere que estará lançando seu disco ainda esse mês. Clique aqui e leia na integra o que Bruno e Rodrigo contaram para a Idealshop.
1. Prestes a lançar um novo CD ”Palavra” e de entrar em turnê, em algum momento vocês pensaram que conseguiriam sair daquele hiato que o Colligere se encontrava, e voltar a tocar, gravar?
BRUNNO – Foi um momento bem complicado pra gente como banda, mas ao mesmo tempo foi muito bom! Todos puderam se dedicar a outras coisas como namorar, estudar, trabalhar, curtir mais o tempo livre, essas coisas que todo mundo faz. Depois de quase um ano parado, eu já não agüentava mais ficar sem tocar! Já tinha algumas músicas na manga pra ensaiar, mas o Gabriel e o Rodrigo não estavam muito afim. A gente voltou a ensaiar meio devagar e receoso se aquilo daria certo novamente. Na real, até o final do ano passado a gente duvidava que essa volta daria certo. Eu e o Paulo éramos os mais empolgados sempre botando pilha no resto do pessoal. O foda foi quando o Paulo decidiu ir para a França. Já tínhamos 3 músicas novas e de novo a incerteza do que fazer. É complicado, porque para um baterista pegar as nossas músicas demora um pouco, mas o vovô, com muito esforço, deu conta do recado.
O resto foi acontecendo naturalmente, as oportunidades foram aparecendo e a gente foi agarrando todas possíveis! Agora vamos tocar, porque essa é a melhor parte né!!2.No myspace da banda vocês colocaram explicações sobre a escolha do selo, sobre o custos real da gravação do CD, ate citando nomes de pessoas e fatos. Se expor assim não foi ou pode ser prejudicial a banda?
RODRIGO – Acho que não. Pelo menos eu não vejo como pode prejudicar. A gente não está falando mal de ninguém, mas tentando mostrar pra quem está fora do esquema, quem não tem banda nem selo, mais ou menos como a coisa acontece.
3.O fato do Colligere ter lançado CDs por selos que lançam bandas SXE, como por exemplo 78 life e a Liberation, e pelo fato de alguns integrantes do Colligere serem sxe, isso não causou para algumas pessoas uma certa associação do Colligere ser uma banda sxe? O que vocês acham disso?
BRUNNO – Com certeza! Durante muito tempo, todos os membros da banda eram SxE e isso foi muito importante para todos nós. Mas o Colligere nunca foi uma banda SxE, sempre abordamos outros assuntos em nossas letras e na nossa postura como banda. Mas a associação era evidente, já que 3 membros eram do Family. Quando começamos em 2000, a gente decidiu por tentar abrir mais o leque, tocar em outros tipos de shows, com outros tipos de banda, fazer música do jeito que a gente bem entendesse, sem querer se enquadrar muito em algum padrão.
4. E para essas pessoas, agora o Colligere, indo para a Onelife ( que lança bandas como Aditive, Drive in, Level Nine) o Colligere não será uma banda SXE, e nem seus membros. Pois poderiam ser lançados pela 78 life que é o mesmo dono da Onelife.O que vocês acham desse tipo de pensamento?
RODRIGO –Agora na Onelife é possível que algumas pessoas associem a gente às bandas do selo. O que é normal. Mas a gente não é uma banda emo, como também não é straight edge, nem metal. O Colligere é uma banda de hardcore. Se alguém quiser chamar de outra coisa qualquer, vai ser o jeito dela pensar a banda, não o nosso.
5.Esse CD foi o que mais deu trabalho para gravar? E porque esse CD foi gravado num estúdio de Curitiba e masterizado em São Paulo?
BRUNNO – Com certeza foi o que mais deu trabalho pra gravar! Tinha hora que a gente queria se matar lá dentro! É foda, depois de 3 gravações com o Fernando Sanchez lá no Rocha você acaba se acostumando meio mal. O cara simplesmente passa muita confiança. Mas apesar de algumas dificuldades, acho que esse cd tá o mais bem gravado de todos! Na verdade, estávamos de certa forma preparados para contratempos e como o Vovô não tem muita experiência em gravações a gente decidiu pegar mais horas de estúdio pra não ter erro!
Outro fator também é que as músicas, pelo menos para mim, são mais complexas que as antigas e isso toma tempo também. O motivo de mandarmos pra masterizar em São Paulo, é porque, como já disse, o Fernando entende demais do assunto! E ficou brutal demais!6. E que historia é essa de que o frio de Curitiba atrapalha a afinação da guitarra?
BRUNNO – Hahahaha
Po, essa parte a gente poderia pular né, hahaha. Só pra constar, levei minha guitarra 5 vezes pra regular em uma semana!! Agora a gente da risada, mas durante aqueles dias, a gente achou que não ia rolar mais! Tava muito frio e o Luthier disse que isso influenciava demais. A cada puxada de oitava, as guitarras, a minha principalmente, perdiam a afinação e nós somos meio chatos pra deixar passar essas coisas na gravação.7. O que mudou no Colligere com a entrada de Vovô bateria, e Tuzi na guitarra?
RODRIGO – O jeito que os dois tocam com certeza dão uma sonoridade um pouco diferente pra banda. Mais hardcore e mais preciso com o Vovô. Talvez um pouco mais melódico e com sons diferentes nas guitarras, por causa do Tuzi. Vocês vão ouvir alguns efeitos que a gente usou e que provavelmente não teriam rolado se tivesse outro guitarrista.
Mas mudou principalmente que a gente briga menos. Hehe. O Vovô é o cara mais simpático do mundo! Não tem como brigar com ele. E o Tuzi é muito sossegado e empenhado também. Os dois pegaram tudo muito rápido e mesmo tendo outras bandas além do Colligere, estão no maior gás. Mas o Paulo faz falta, porque ele fazia muita correria pela banda! Coisas que os dois novos ainda não fazem e que acabou sobrando principalmente pro Brunno.8. O que vai acontecer com aquele material gravado de um show na verdurada em vídeo que era para ser lançado em DVD?
BRUNNO – Nada!! Uma pena, nunca chegamos a ver aquelas imagens. Quem filmou foi a Juliana, amiga nossa que está em Sampa, ela disse que um dia vai passar pra gente as imagens. Como a banda mudou de formação, a gente acabou desencanando um pouco, mas estamos esperando.
9.O Rodrigo nesse CD colocou nas letras alguns trechos (citações para ser mais claro) como por exemplo de Vinicius de Moraes usado na musica urge?
RODRIGO – Não. As letras no novo cd foram escritas de um jeito bem diferente. O “Incerto” está impregnado pela idéia de que “o plágio é necessário”. Então as letras foram montadas, como um quebra-cabeças mesmo. Eu pegava trechos de coisas que eu gostava e tentava combinar, juntando com coisas que eu escrevia. É claro que nem tudo ali é “roubado”. Mas agora é diferente. Tem apenas uma música com uma referência de propósito, que é a Crítica. Tem um pedaço que fala “se toda idéia responde a uma vontade de viver, por que não viver?”. E tem um livro do Raoul Vaneigem onde você pode ler que “não existe uma idéia, uma técnica, (não sei mais o que) que não venha de uma vontade de viver”. Pra falar a verdade, eu usei o mesmo trecho, como citação, em um trabalho da faculdade, mas nem li esse livro inteiro. Então as pessoas pensam que eu leio bastante! Leio nada! Mas tem um cara que já achou um outro pedaço do disco novo numa obra do Borges. Eu nunca li Borges!! Pra você ver. O plágio, mais do que necessário, é inevitável. Não existe uma palavra nova, mas um jeito novo de juntar as palavras. Mesmo quando você não copia alguém, é isso o que você está fazendo. Do seu jeito. O disco novo é sobre isso também.
10. Porque só recentemente, vocês fizeram um fotolog para o Colligere?
BRUNNO – E porque não fazer?? A gente ficou quase 2 anos meio sumido do mapa, devagar, e muita gente não conhece o nosso som. E o fotolog é mais uma maneira de pessoas novas conhecerem o nosso som. Se vão gostar eu não sei, mas que pelo menos escutem! Antes a gente tinha preguiça de lidar com fotolog. Hoje, estamos atualizando todo dia, vamos ver quanto tempo isso vai durar! Hehe www.fotolog.com/colligere07
11.E qual a expectativa de estar na Vans Zonapunk tour, viajando com banda de diferentes estilos e indo para diferentes lugares?
RODRIGO – Olha, assim como o Brek do Mukeka, eu tenho a expectativa de que muita gente vá ver os shows e compre os discos, as camisetas, tudo. Eu tenho a esperança de voltar pra casa e ter dinheiro pra pagar algumas contas. Fora isso eu fico muito feliz por viajar com velhos amigos. Já estou pensando em todas as pessoas que a gente vai reencontrar nos shows também. Tenho certeza que não vai dar pra conversar muito com ninguém, mas a gente vai tentar aproveitar. Enfim, eu espero que as pessoas gostem mesmo do disco e cantem as músicas. E que o ônibus não pare no meio da estrada. Por nada!
12. Valeu pela entrevista o espaço é todo de vocês.
BRUNNO – Valeu pela entrevista ai Felipe e Jaílson! Na Zona Punk Tour a gente vai estar com cd novo, camisetas, molentos e muito mais ai pro pessoal! Confiram as datas dos shows no nosso fotolog! E as músicas novas em: www.colligere.org/palavra
Falow!!