• Madame Machado

    Entrevistas 10/02/2009
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    Sem pedir, eles entram!
    Se auto-definindo como “a incrível banda que toca ska”, a Madame Machado está há oito anos colocando o pú

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    Sem pedir, eles entram!

    Se auto-definindo como “a incrível banda que toca ska”, a Madame Machado está há oito anos colocando o público para dançar. Depois do CD “Sem Pedir Pra Entrar!”, que está indo pra terceira prensagem, os cariocas estão conseguindo uma exposição maior, então fomos conferir o que eles pensam sobre isso. Aproveitamos o bate papo com o vocalista/guitarrista Bernardo e falamos ainda a respeito do ska no Brasil, mudanças na formação, playback e outras coisas! Mesmo sem pedir, a banda está entrando na grande mídia nacional, então confiram antes que o Rick Bonadio assine com eles!

    Entrevista: Xilip C. e Ricardo Tibiu

    Revisão: Ricardo Tibiu (www.chiveta.wordpress.com)

     

    Conte-nos como está sendo a repercussão do CD “Sem Pedir Pra Entrar!” e da turnê.

    O CD tá muito bem! Tivemos uma resposta muito boa dos fãs e da mídia! Críticas sempre positivas, convites para entrevistas e indicações nos sites de música! Hoje as pessoas procuram a gente porque ouviram o disco e se amarraram! Estamos partindo para a terceira tiragem, já vendemos 2000 cópias! Acho bom pra quem não tem distribuição! Aproveito a oportunidade para agradecer a Ideal Shop que distribui nosso CD na internet! Viajamos muito em 2008! Chegamos em São Paulo, Paraná, Minas Gerais e Santa Catarina! Valeu mesmo! É duro viajar tanto e para tão longe! Conviver tanto tempo com os parceiros de banda, a gente aprendeu muito com isso também! Muita confusão, mas um saldo positivo. Os shows foram alucinantes! Bom saber que em outras cidades a galera conhece a banda, recebe com carinho, canta as músicas! Foi foda!

    E quais são as principais influências da banda?

    Reel Big Fish, Sublime, Dance Hall Crashers, Rancid, Operation Ivy, Paralamas…

    Você acha que o clima tropical do Rio de Janeiro favorece a inspiração para o ska que a banda faz?

    Acho que sim! Na verdade a idéia da banda era trazer o ska da Califórnia pra cá! Com o tempo a gente foi ajustando isso à nossa realidade. Moramos no Rio e vivemos isso tudo que está presente na nossa música! Ska é alegre, dançante, pra cima, combina com praia, calor e com esse ambiente carioca! Às vezes as pessoas nem sabem o que é ska, mas se amarram no som, se identificam!

    O Madame Machado já fez parte do cast de grandes festivais, ainda esse mês subirá no palco do Humaitá Pra Peixe e no do famoso Noites Cariocas, ao lado do Paralamas. Até no clássico Circo Voador vocês já tocaram! Como vocês se sentem com esse progresso? Existe alguma receita para quem também quer alcançar esses triunfos?

    Acho que a receita é a persistência e, claro, em primeiro lugar, um bom trabalho musical!

    Ralamos muito nesses anos todos! Tocávamos na praia por falta de oportunidades, carregamos caixas de som na areia inúmeras vezes para que as pessoas nos assistissem. Ensaiamos horrores, e não paramos um só momento. O que acontece hoje é resultado disso tudo, vontade de dar certo. Estamos muito satisfeitos com essas conquistas e apreensivos com esses shows! Tocar com o Paralamas é punk hein? (risos).

    Tá rolando uma promoção pra ajudar a colocar a banda no Top 10 da rádio Transamérica, onde quem colaborar pode levar pra casa guitarra, bateria e baixo, já rolou algo com uma prancha de surf e um skate. Estar no Top 10 ajuda exatamente no quê empara uma banda de rock no Brasil?

    Cara, acho que a rádio ainda é um meio eficiente de divulgar música, mesmo com internet, TV e tal. Fizemos isso para incentivar a execução de “Beijo de Cinema” e, consequentemente, conseguir mais shows! A intenção foi essa!

    Há um novo baterista na banda, o Butt (ex-Skore). Em depoimento vocês informaram os fãs que o Dudu saiu por ter quebrado o pé. Foi por isso mesmo ou rolou um quebra pau/pé?

    (risos) O pé foi o começo de tudo! Na verdade ficamos chateados com isso, mas não temos controle sobre o pé dele! Tínhamos alguns shows pra cumprir ainda e arranjamos alguém pra substituir correndo! Nesse tempo acho que ele pensou e resolveu sair mesmo! A gente tá entrando num ritmo frenético e o filho dele nasceu há pouco tempo, acho que ele preferiu dar uma parada mesmo!

    O grupo tem conquistado espaço na grande mídia, há pouco saíram em uma matéria no jornal O Globo. No que isso influencia na postura de vocês? Na TV, por exemplo, vocês já chegaram a fazer playback? O quê acha dessa prática?

    Está ficando sério o negócio! (risos). Apesar de todos na banda trabalharem, a gente tenta ser o mais profissional possível. Estamos sempre atentos aos horários, compromissos e comportamento nesses lugares. Fazemos o dever de casa e não deixamos escapar nenhuma oportunidade. As coisas na TV e mídia impressa acontecem de um dia pro outro, a gente sempre dá um jeito de comparecer! Já fizemos playback em Curitiba (PR), foi muito engraçado! Era um programa tipo Ana Maria Braga, e a gente tocou numa sala de estar! Quase quebramos o cenário pulando no tablado, sem contar que estamos acostumados com a velocidade das músicas no show, que são mais aceleradas, quando a gente segue o CD fica tudo mais devagar! (risos). Mas valeu. Não gosto de playback, mas como disse antes, a gente aproveitou a oportunidade! (risos).

    Qual a visão que vocês têm do ska no Brasil hoje em dia? Digo isso em termos de bandas, selos, público…

    Pois é, vivemos um dilema! Na verdade somos uma banda com influência de ska. Como foi o Paralamas, o Skank, o Charlie Brown Jr., e até o Los Hermanos no começo. O problema é que resolvemos divulgar a banda como “a incrível banda que toca ska”! E isso pode ser bom ou ruim. Nenhuma dessas bandas disse isso antes, eles apenas tocavam rock com essa influência. Pra quem conhece ska fica a impressão de que a gente pode ser como Skatalites, HepCat e tal, pra quem não conhece passamos como uma banda de rock com metais, aí as pessoas perguntam: “mas o quê é ska?” (risos).

    No MySpace de vocês há uma versão para “Livin La Vida Loca”, do Ricky Martin. De onde surgiu a idéia de regravar essa música? Vocês já tinham ouvido a versão do Toy Dolls?

    Sim, ouvi! Muito doida! Acho essa música sensacional, muito bem produzida! Sempre que ouço alguma coisa com metais penso numa versão! Essa funcionou! Gravamos da nossa maneira com o Bil (Zander, ex-Noção de Nada e DeluxeTrio) produzindo. Achei foda! Esses Menudos mandaram bem dessa vez! (risos).

    Quais são os planos para 2009 em relação a shows, DVD e afins?

    Muitos shows! Tocar mais ainda fora do Rio! Divulgar mais esse CD, tentar uma distribuição nacional, continuar dando o gás na internet e o DVD, sabe que você me deu uma grande idéia?! (risos).

    Valeu pela entrevista, fiquem à vontade para deixar uma mensagem final!

    Como sempre vamos agradecer aos fãs! Pessoal da comunidade, galera da Vandame – a van do Madame –, que pega a van e vai onde for pra assistir a gente, todos que compareceram a nossos shows e dão aquele apoio! Valeu galera, tamo junto!

    Contatos:

    www.madamemachado.com.br

    www.myspace.com/madamemachado

    www.fotolog.com/bemadame

    www.youtube.com/madamemachado

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    Comentários

    1. Felipe Ideal em:17/05/2012

      Maneira a entrevista, vixi.

    2. Fernanda em:17/05/2012

      Muito boa a entrevista.

    3. chiveta em:17/05/2012

      muy buena!

    4. Yargo em:17/05/2012

      Gostaria de deixar um abraço pro pessoal do Madame e dizer que estão de parabéns!

    5. Mateus Tavares em:17/05/2012

      Demais! Madame Machado e La Bamba reviveram o ska no Brasil.

    6. roberto em:17/05/2012

      cara, esses caras estão de parabéns!

      certamente a melhor banda do genero no brasil atualmente!!!!!!!