Mozine entrevista Dizzy Queen



Pris, conte-nos resumidamente um pouco da trajetória do Dizzy Queen, o inicio, mudanças de nome e de formação.

Começamos em 2007 com o nome Vitoria Hard Rockers, na época.. não sabíamos ainda que nome pôr e eu tava ouvindo New York Dolls, daí sugeri essa brincadeira. Nesse mesmo ano lançamos 2 músicas no Myspace: Let Rock Seduce You e Too Tired (que foi elogiada pelo Edu K na época do Produtores Toddy, e acabou nos dando uma visibilidade bem legal na web).

Ano passado o disco da banda ficou pronto, mas senti a necessidade de mudar o nome da banda, pois a gente já não era em essência uma banda de hard rock, tampouco uma banda fixa em Vitória… e quando uma fã cantou pra mim “You make me “Dizzy” miss Lizzy” dos Beatles.. juntei ao Queen por causa do Freddie Mercury.. Uma homenagem que ja pensava em fazer. A banda mudou de integrantes várias vezes, sendo que hoje sou a única da formação original.

Atualmente a banda está toda em São Paulo. Quem assumiu a bateria foi o Flavio Cavichioli, que tocava no Forgotten Boys, Guilherme Ziggy na guitarra e no baixo ainda não sabemos exatamente porque estamos com dois baixistas pra ensaiar rs. Dia 11.11.11 é nosso primeiro ensaio aqui em Sampa.. to ansiosa!! :)

Qual é a sua formação musical? E podemos ver isso refletido na banda de que forma?

Desde criança sempre quis ter uma guitarra. Nem que fosse daquelas de brinquedo rs. Aos 6 anos pegava os discos do meu pai quando ele saía, já que ele não deixava mexer no som, e ficava pirando lá com Helter Skelter. Foi a primeira música que mexeu de verdade comigo. Ouvia no repeat e tentava cantar. Mas foi somente aos 14 que comecei a fazer aula de violão, guitarra e piano. Também não duraram muito. Minhas maiores influências vocais são os mais rasgados, Kurt Cobain, Bon Scott, Joan Jett, Phil Anselmo, Billy Gibbons, Johnny Rotten, etc. Os riffs da Dizzy, vocais rasgados e a pegada meio hard rock lembra bastante essas bandas… e acho que acaba sendo o AC/DC a maior influência. O riff de Everybody Movin’ me lembra muito ZZ Top, Do The Twist tem um lance meio Queens of the Stone Age, Outta Lovin’ lembra o Guns na época do Appetite for Destruction – de acordo com a galera que tem ouvido. Acho que é bem por aí mesmo.

Recentemente a srta fez o trajeto de imigração Vitoria x São Paulo. Acredita que poderá ter mais destaque ou trabalhar mais efetivamente sua música na grande capital?

Pois é! Vim pra São Paulo porque não vejo oportunidade musical no Espírito Santo, a começar pelas próprias casas de shows… Não há nada específico para as bandas. Existe hoje só o Ilha Shows que foca em atrações nacionais.. Os outros são pubs, geralmente com equipamento precário, cachês que muitas vezes inexistem… etc. Pra uma banda começando acho que é válido, mas não dá pra ficar a vida toda assim, a não ser que você esteja brincando. Sempre quis morar em São Paulo por causa dessa cena que é maior aqui. Não só creio que vou trabalhar mais na música, como já vi isso no primeiro encontro que fizemos pra compor músicas novas.. e já fizemos bastante coisa pra apenas um ensaio. Vamos criar essa rotina semanal. Em breve começaremos a fazer shows.. e aqui lugares é que não faltam pra isso. Creio que as coisas serão muito melhores pra Dizzy aqui em Sampa, sim. Sinto que as pessoas têm recepcionado muito bem a ideia… vamos esperar o primeiro show agora! :)

Como tá o processo de remontar a banda nova por aí, o que temos até agora?

A banda está praticamente remontada já. Na verdade havia convidado uma baixista pra tocar conosco, a Joana, mas ela ainda está resolvendo umas questões dela até poder se jogar… Com isso, o Flávio convidou um amigo dele, o Miro Dantas, pra tocar baixo. Nesta sexta já tem ensaio! Estamos todos muito empolgados.. os caras piraram no som. Isso é o que importa.

Porque o inglês no seu primeiro disco?

O inglês surgiu naturalmente… não era uma pessoa de ouvir muito bandas em português, principalmente nesse estilo que fizemos. Obviamente é muito mais fácil criar rimas e letrar uma música no inglês, é um idioma bonito… tudo soa bem. Já o português é bem complicado. Foi só uma questão de afinidade mesmo. Até porque… o rock é originalmente cantado em inglês. Mas agora tenho focado nas composições em português. Tenho interesse em ficar no Brasil e quero viver do que amo aqui. Tá sendo difícil pra caramba!! Mas sabe que to gostando? Adoro um desafio rs.

Já tem previsão de lançar alguma nova demo tape ou show em São Paulo?

Com esse nosso primeiro ensaio teremos uma noção de quando faremos o primeiro show, mas imagino que até o final deste mês já faremos algum show por aqui. Quanto às demos.. estamos compondo! Saíram umas cinco músicas só no primeiro encontro. Em breve escolheremos umas três pra lançarmos. Vamo que vamo!

Entrevistinha fast core, desejo-lhe sorte por aí e deixe um recado final para os leitores da Ideal Shop.
Queria agradecer pela entrevista, sou fã da Ideal Shop… é muito foda contar com uma loja virtual tão dedicada ao Rock n Roll!!! E obrigada a galera que está acompanhando nosso trabalho por aqui! We’re gonna rock this towwwwwwn!!!! Rock it inside out!! :) Oh yeah!!!

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