O som da Derrota


Batemos um papo com o Leonardo Cucatti, que agora atende por “o guitarrista do Derrota”. Nessa conversa fica mais claro a saída dele, depois de muitos anos no Maguerbes, e sua nova banda, o  Derrota, que está lançando um single (disponível para baixar no final da matéria).

Ah, também sortearemos 10 CDS (com a mordomia de receber em casa!) para quem comentar esta entrevista. O sorteio será no dia 20/05/13, e o resultado será divulgado aqui mesmo no blog. Comente e concorra!!

Cara, o nome da banda é muito deprê/tristão! De onde surgiu? Tem a ver com a sua saída do Magüerbes?
Sério que é tão deprê assim? Já me disseram isso antes… heheheheh… Na verdade não tem muito a ver com minha saída do Magüerbes, apesar de eu sempre brincar sobre isso, eles venceram e eu perdi, tem mais a ver com uma fase da minha vida, tudo acontecendo numa mesma época, algumas coisas eu pude escolher, como sair da banda, outras eu simplesmente tive que aceitar… E acho que é nessa hora, onde você não pode mudar as coisas que a sensação de derrotado ou de impotência é muito grande, foi uma fase, já passou. E nessa época, juntando ao fato de eu ter saído do Magüerbes, eu acabei tocando e compondo algumas coisas sozinho em casa… E com o tempo percebi que tinha material para uma nova banda… O nome veio dessa época onde eu realmente me senti um derrotado, meio sozinho, meio isolado, mas como disse essa fase passou e o nome me faz lembrar que é possível superar essas fases ruins, sabe aquela frase “até no lixão nasce flor”? Nossa, que tosco… hahaha mas é bem isso…

A banda é composta por você, que tocou muitos anos no Maguerbes e mais 2 integrantes que ainda fazem parte da banda. Isso tá cheirando estranho… conta aí.
Eu fundei o Magüerbes em 1994 junto com o Haroldo (vocal) e depois de muitos anos decidi sair, sem treta nenhuma, apenas cansaço e um pouco de falta de interesse, tanto é que nessa banda nova dois integrantes são do Magüerbes… Bom, o Tuti é meu grande parceiro há muito tempo, um baixista que eu admiro muito e que por conta da minha saída assumiu a guitarra no Magüerbes, mas ele é um péssimo guitarrista hahahaha e por isso teve que chamar o Lemão pra segunda guitarra, quando comecei a pensar em montar uma banda novamente pensei nele imediatamente como baixista e no nosso primeiro ensaio, ainda sem baterista, o Lemão apareceu com ele e como a Natt, nossa outra guitarrista, toca bateria também, a gente improvisou um ensaio com ela na bateria e o Lemão na guitarra e todos gostaram do resultado.

Quem são os outros integrantes além deles?
A Natt eu já falei, né? Ela também é guitarrista do Stop Four e toca demais! Atualmente ela é quem vem sendo minha grande parceira nos momentos de criação! O outro é o Davi que também é baterista do Dallas, já foi guitarrista do Elldorado e é vocal do Atlas, todas bandas de metalcore, ele parece malvadão, mas é um menino bonzinho… E curtiu muito essa onda da Derrota, músicas tristes, melodias…
Bom, eu falo que as músicas são tristes porque me lembro de quando as criei, mas na verdade não são tristes não, as vezes eu ouço quando estou dirigindo na estrada e me dá maior gás, uma puta energia boa.

E o novo single, já tem nome e formato que deve sair?
O nome do single é “3 de agosto” vai sair para download e vamos queimar algumas cópias, talvez 500, em CD que deve vir numa capinha legal com um poster, pensamos muito em fazer um vinil, lado A e lado B, mas ficou impossível no momento, quem sabe mais pra frente a gente faça em vinil também.

Pelo que sei, vocês criaram essas músicas em épocas difíceis é uma banda que dá para sentir o clima pesado… pensando aqui comigo, vocês não se preocupam com as futuras composições? Como será criar essa atmosfera sem estar tão mal, teria que passar por tudo isso denovo….
Hahahaha na verdade não espero passar por tudo de novo não… Mas a verdade é que esse tipo de inspiração na tristeza e na raiva está sempre presente, acho que eu sempre criei muito mais nesses momentos do que em momentos de alegria. E eu me emociono fácil, sinto raiva do filho da puta que atropela o ciclista e joga o braço do cara no rio, fico extremamente triste com o desgraçado que invade a escola em realengo e mata uma pá de criança, choro com jogo de futebol, choro só de pensar na aposentadoria do Rogério Ceni, choro quando percebo que minha filha está crescendo e que cada momento que passo com ela é único e não vai voltar, então eu espero não passar por nada mais muito triste, mas se esses acontecimentos banais do dia a dia já me emocionam acho que sempre terei clima pra compor. Mas também não posso deixar de falar que agora que somos uma banda e não sou mais apenas eu compondo sozinho, as coisas podem mudar, todos opinam e criam!

Ouvi o som “12.12.12” e “3 de agosto”, todas músicas estão relacionadas a datas? Por que raios são assim?
Acho que isso é falta de criatividade mesmo, hahahahahaha. A verdade é que eu fiz a música “3 de agosto” nesse dia, depois de uma noite bem intensa acordei e a primeira coisa que fiz foi pegar a guitarra, já “121212” era uma música que eu tinha feito há bastante tempo, ainda nos meus tempos de Magüerbes, mas que só finalizamos ela agora, com o Derrota, e justamente no dia 12 de dezembro de 2012.

Qual a sua maior derrota na vida?
Acho que quando simplesmente aceito alguma coisa, sem questionar ou brigar ou apenas por medo da mudança, sabe quando você se acomoda? Vai vivendo sem interesses, sem questionar, aceitando, com medo de mudar, isso pra mim é ser derrotado.

E qual é a sua maior vida na derrota?
É conseguir sempre me levantar e seguir em frente, questionar até mesmo as coisas em que acredito e não simplesmente aceitar calado, sorrir sempre, me divertir com pouco, ser feliz com o que tenho e com o que sou e com quem está ao meu lado. isso é vida.

Lançamento: Single “TRÊS DE AGOSTO”
Baixe aqui: http://www.mediafire.com/?2e1nvp9ddxr5nwj

Lembrando: sortearemos DEZ CDs para quem comentar nesta entrevista!!! O resultado será divulgado neste mesmo post no dia 20/05/2013. Valendo!

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